Dicas para manter a forma no frio

O frio está aí e com ele vem aquela vontade de ficar em casa debaixo das cobertas e comer todas as delícias que a estação sugere.

A seguir, dicas em geral de como manter a forma no inverno.

Frio e sopa é uma ótima combinação. Use e abuse de verduras, legumes e temperos naturais. Acrescente com moderação carboidratos como: arroz, mandioca, mandioquinha, batata, macarrão, pão, pois são todos alimentos da mesma família, ou seja, tem a mesma função.

Troque o chocolate quente tradicional pela versão light com leite desnatado e achocolatado light. .

Prefira massas com molho simples de tomate ou a bolonhesa. Se prefirir molho branco utilize o leite desnatado no preparo.

O consumo de saladas no frio é bem menor, mas o grupo das verduras e legumes são essenciais para o bom funcionamento do organismo. Você pode consumir esses alimentos cozidos, assados e grelhados.

Substitua os doces com creme de leite e leite condensado por doces mais simples como por exemplo a base de frutas.

Fracione sua alimentação, faça de 5 a 6 refeições por dia, não pule refeições, estabeleça horários, assim não irá comer demais na próxima refeição e não sentirá fome durante o dia.

Alimentos ricos em fibras proporcionam uma sensação de maior saciedade, por isso é interessante consumir nesta época em que sentimos mais fome, arroz integral, farelo de trigo, aveia, pão integral.

Coma devagar e em ambientes tranqüilos assim sentirá quando estiver satisfeito. Aprenda a se controlar.

O consumo de bebida alcoólica costuma se elevar durante o inverno, o que pode aumentar o consumo de calorias e conseqüentemente o peso, portanto moderação é fundamental, não esqueça que cada grama de álcool fornece 7 kcal.

Não deixe de praticar exercícios, a prática de atividade física é importante para o seu corpo o ano inteiro.

Beba água. Porque nesse período também elimina-se água do corpo e é preciso repor essa perda, por isso não esqueça de beber de 2 a 3 litros de água todos os dias.

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Os laxantes e sua saúde

Laxantes tornam o intestino ainda mais preguiçoso
Eles só disfarçam a prisão de ventre, veja o que realmente resolve
Toda semana, a história se repete. Cansado de lutar contra o intestino preso, você acaba apelando aos laxantes como uma solução prática contra o problema. Tem gente, inclusive, que recorre aos medicamentos antes mesmo que a prisão de ventre se instale, a fim de regular o reloginho intestinal. (Coma chocolate, sua saúde agradece)
Esse comportamento, no entanto, esconde alguns perigos. Isso porque os remédios usados para regular o intestino podem ter efeito contrário com o tempo, prejudicando as etapas finais da sua digestão. Mas o primeiro passo para colocar tudo nos eixos é limpar sua cabeça de

raciocínios prontos. Ir banheiro diariamente é uma regra que não se aplica a todo mundo, já que cada organismo apresenta um andamento diferente , tranqüiliza o gastroenterologista da Unifesp, Roberto de Carvalho Filho. (Pare e olhe: sua pele é vitrine do organismo )
O intervalo para eliminação das fezes pode variar de três vezes por dia a três vezes na semana e todos são considerados normais. Mas fugir disso não indica algum tipo de doença intestinal , garante Roberto. Isso porque, além da freqüência, o diagnóstico de um problema intestinal é feito a partir de outros sintomas, como dor e distensão abdominal, esforço excessivo durante a eliminação das fezes, sangramento e sensação de insatisfação.

Muito comum também é pensar nos laxantes como medida preventiva. Eles não servem para educar seu intestino, e sim para os casos em que a prisão de ventre já está incomodando. A gente não proíbe os laxantes. Mas o paciente precisa entender que eles servem como um tipo de tratamento inicial , alerta o gastro. Ao colocar mais fibras e líquidos na alimentação, é possível regular o intestino naturalmente, uma mudança que vem aos poucos, e não da noite para o dia .

Um erro freqüente, notado pelo especialista, é o abandono da dieta balanceada assim que o intestino volta a funcionar. Isso só piora o problema, aumentando a dependência quanto aos purgantes.
Ele exemplifica a importância da água e das fibras na alimentação, comparando o bolo fecal a um bolo comum. A fibra representa a farinha usada em qualquer tipo de bolo. E a água, o leite . A proporção adequada para que esse bolo não desande é de 25 gramas de fibras e de 2 a 3 litros de água, ou quaisquer outros líquidos, por dia. (5 ótimas razões para você incluir aveia no cardápio)

Para te ajudar a atingir a recomendação do nutriente, conte com as frutas que levam a fama de combatentes da prisão de ventre, como mamão, ameixa e figo. (Monte o cardápio ideal para seus objetivos). Porém, muita calma na hora de cortar a maçã do cardápio. Apesar da imagem denegrida, nenhum estudo comprova que a fruta é uma das causadoras do intestino preso. Muito pelo contrário. Sua casca é rica em fibras e pode ser usada como aliada na dieta contra o intestino preso. (Conte com os alimentos para passar longe da farmácia )

Mude os maus hábitos
O especialista da Unifesp afirma que 90% dos casos de prisão de ventre são considerados constipações funcionais. Isso significa que eles não estão relacionados a nenhum tipo de distúrbio orgânico, mas a maus hábitos.
Algumas vezes, a alimentação é equilibrada, mas a distância do banheiro de casa impede o intestino de funcionar, um reflexo psicológico muito comum entre as mulheres e perfeitamente contornável desde que, aparecendo a vontade, não haja resistência. Se o reflexo do intestino não é respeitado, as fezes se acumulam. Enquanto isso, o intestino vai absorvendo a água contida nelas, dificultando a eliminação posterior , completa.

Fique de olho nos tipos de laxantes
A ação dos medicamentos é a mesma, no entanto, existem dois tipos de laxantes: os osmóticos e os irritantes. Roberto explica que os primeiros puxam a água contida nas paredes do intestino para o meio do órgão, fazendo o bolo fecal ficar mais pastoso e mais fácil de ser eliminado. Já os irritantes, como o nome sugere, irritam a mucosa intestinal, estimulando o órgão a agir. Apesar de usar técnicas diferentes, a ação é a mesma, pois ambos forçam o funcionamento do intestino com uma evacuação não fisiológica e promovem um resultado imediato , diz o gastroenterologista da Unifesp.

Segundo o especialista, o uso dos dois tipos de laxante deve ser controlado. Mas a atenção deve ser ainda maior com os irritantes. Eles são mais prejudiciais a longo prazo . Roberto ressalta que a idéia de que os laxantes viciam o intestino não é correta. Mas, quando usados constantemente, os danos começam a aparecer com o tempo. Os prejuízos vão desde lesão nos nervos da parede intestinal até constipação irreversível, em que a pessoa não consegue mais ir ao banheiro sem utilizar algum método, num processo de dependência psicológica e não física.

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10 dicas para evitar e controlar a pressão alta

Dê mais atenção ao que você come e às suas emoções e forme uma barreira contra o mal
A hipertensão arterial ou, simplesmente, pressão alta é gatilho certo para uma série de males — e não só aqueles que envolvem o sistema circulatório. “Normalmente, um paciente com pressão igual ou superior a 140/90mmHg é diagnosticado como hipertenso. São pessoas mais sujeitas a sofrer com falhas no coração, nos rins e até no cérebro” explica o cardiologista Enéas Rocco. (uma dieta balanceada é uma ferramenta poderosa contra a hipertensão)

A doença é crônica (não tem cura, mas pode ser controlada) e, por isso, é importante fazer exames regulares para detectar como andam seus batimentos cardíacos. Mas atenção: ter pressão alta não é sinônimo de ser hipertenso.

“Para ser considerado hipertenso, o paciente tem de permanecer com a pressão mais alta do que o normal” , diz o médico. Isso porque, momentaneamente, qualquer pessoa está sujeita a uma variação na freqüência cardíaca. Um esforço físico mais intenso ou momentos de estresse, por exemplo, alteram esses números.
Algumas atitudes, no entanto, ajudam não só a prevenir o problema como controlam níveis já elevados de pressão. Confira a seguir uma lista delas e imprima uma marca saudável ao seu dia-a-dia. (fortaleça seu coração com a ajuda dos alimentos)

1. Manutenção do peso ideal- o sobrepeso aumenta dificulta o esforço do coração para conseguir bombear o sangue. Na prática, o músculo é exigido demais. “Como o bíceps de quem levanta peso, o coração de uma pessoa obesa acaba hipertrofiado” , explica o cardiologista. Com um risco: as lesões causadas pelo esforço excessivo podem se tornar irrecuperáveis. (tome cuidado na hora de escolher o seu adoçante)

2. Prática de atividade física atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral. (encontre aqui uma série de aulas para fazer em casa)

3. Redução de sal - o excesso de sal na dieta leva à retenção de líquidos, acarretando a hipertensão. Por isso, maneire na hora de temperar a comida e diminua o consumo de enlatados e alimentos em conserva. (veja os perigos que os enlatados oferecem)

4. Evitar bebidas alcoólicas o álcool em grande quantidade é inimigo feroz da pressão sob controle. Corte as bebidas da sua dieta ou consuma com muita moderação (saiba mais sobre os danos causados pelo álcool e aprenda a medir as doses de cada bebida)

5. Dieta saudável gorduras saudáveis e pouco sal são medidas indispensáveis na dieta de quem quer manter o coração saudável. Inclua ainda muitas frutas, verduras e legumes. Cortar a carne não é preciso, mas dê preferência aos cortes magros como filé mignon e músculo. (nem toda gordura é ruim, aprenda a identificar)

6. Medicamentos se o médico recomendou, não deixe de tomar. Mas nada de sair por aí imitando a receita alheia. Vale lembrar que alguns medicamentos podem elevar a pressão, como os antiiflamatórios e anticoncepcionais, ressalta o cardiologista.

7. Cigarro o tabaco, em conjunto às outras substâncias tóxicas do cigarro, eleva a pressão imediatamente além de comprometer toda sua saúde. Parar de fumar imediatamente é fundamental , alerta o professor de Cardiologia da Santa Casa de São Paulo, Ronaldo Rosa.

8. Estresse - ele aparece como resposta do organismo às sobrecargas físicas e emocionais, acarretando a hipertensão e doenças do coração. Controle suas emoções e procure incluir atividades relaxantes na sua rotina. (conte com as flores para dimnuir seus níveis de tensão)

9. Exames médicos avaliações regulares não só ajudam a identificar o problema no começo, facilitando o tratamento, como servem para adequar o uso de medicamentos de forma mais eficaz.

10. Medir a pressão no mínimo uma vez por ano, todas as pessoas devem fazer isso. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Hipertensão, que alerta para esse simples exame como uma forma de prevenir problemas mais sérios.

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Saúde das Gestantes

I - ABORTAMENTO

Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas (ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de 1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o “abortamento habitual”. Neste caso, o risco de novos abortamentos para o casal aumenta, embora a incidência exata não seja determinada.

Causas de abortamento:

  • 1. Anomalias dos cromossomos presentes nas células humanas (50 a 60% dos abortos espontâneos até as 12 semanas:
  • normais = 46XY (sexo masc.) ou 46XX (sexo fem.), isto é, 23 pares de cromossomos que perfazem o gene humano, sendo que o par de cromossomos sexuais pode ser XX (sexo fem.) ou XY (masculino).
  • alterados = - trissomias - um determinado par de cromossomos na realidade éum “trio”. A mais comum é a trissomia do cromossomo 21. Quando não ocorre abortamento, a gravidez evolui, sendo a criança portadora da “síndrome de Down” (ou “mongolismo”)
  • triploidias - triplicação de todo o conjunto cromossômico (69XXX, 69XXY, etc.)
  • 45XO
  • tetraploidias
  • translocações e mosaicos, onde ocorre “cruzamento” entre partes cromossomiais.

2. Anomalias do “ovo”:

  • Mal formações congênitas - diferem das cromossomopatias. Aquelas são muito precoces, além de apresentarem anomalias no interior das células; estas apresentam anomalias na estrutura do embrião: anencefalia, ausência de membros, hérnias diafragmáticas, imperfurações do tubo digestivo ou urinário, alterações cardíacas, alterações que causam surdez, cegueira, etc. (a lista de possíveis mal formações é tão extensa que não caberia nesta página) Duas são as causas: as puramente genéticas e as decorrentes de alterações externas como radiações, doenças infecciosas, tumorações que deformam a cavidade uterina.
  • Anomalias da placenta.
  • Anomalias do cordão umbilical.
  • Anomalias das membranas

3. Doenças ginecológicas:

  • Alterações do endométrio (camada do interior do útero que recebe o ovo para implantação) decorrentes, por exemplo, de alterações hormonais maternas que podem causar tanto esterilidade como abortamento.
  • Malformações uterinas - útero septado, útero bicorno, etc.
  • MIOMAS UTERINOS - podem determinar abortamento desde que ocupem muito o “espaço” do embrião em virtude da deformidade uterina. Cerca de 40% dos miomas ocasionam abortamento (embora apenas uma pequena parte dos abortamentos tenha como causa o mioma uterino). Os outros 60% “convivem” com a gravidez, podendo causar diversos tipos de complicações ou eventualmente até cursar com gravidez “normal”.

4. Incompetência istmocervical:

É nome complicado que designa dilatação anormal do colo uterino; ocorre perda do ovo por impossibilidade de retenção.

5. Doenças maternas graves. Para citar somente algumas:

  • desnutrição grave
  • anemias graves
  • grandes obesidades
  • diabete melito muito descompensado
  • hipertensão arterial grave
  • cardiopatias descompensadas
  • infecções. É importante lembrar que a rubéola e a toxoplasmose causam complicações somente uma gravidez. As gravidezes seguintes não são afetadas por estas infecções.

6. Idade materna:

Causa indireta. Acima dos 35 anos é maior o risco de anomalias cromossômicas, particularmente a trissomia do cromossomo 21.

7. Outras causas:

Condições geralmente evocadas por algumas pacientes, como carregar peso, emoções e sustos, coito, etc. não são causa de abortamento (veja, por exemplo, jogadoras profissionais de basquete, vôlei, nadadoras, etc.). Nem mesmo traumatismos ou intervenções cirúrgicas são assim considerados.

Quando a causa é evidente (como doença materna grave) ou mais ou menos evidente (como a incompetência istmocervical), fica fácil fazer o diagnóstico. A presença de mioma uterino faz suspeitar que esta tenha sido realmente a causa, embora isto não seja totalmente conclusivo, principalmente pela ausência de cólicas e pela evolução para aborto retido (sem eliminação do embrião).

Em relação ao embrião, o diagnóstico não deve ter sido exatamente o exame do DNA. Se o material estudado foi o colhido do aborto, o resultado do estudo genético pode ser duvidoso (a não ser que seja francamente positivo). Além disso, o material resultante de aborto não permite o diagnóstico de mal formações.

Portanto, começa a ficar claro que o diagnóstico da causa é muito difícil. Mesmo com pré-natal muito bem feito, o abortamento acaba surpreendendo tanto a mãe quanto o obstetra. Outro conceito importante é o de que, uma vez desencadeado, o abortamento segue curso próprio: a gravidez pode evoluir normalmente (ficando o diagnóstico de “ameaça de aborto”) ou pode ocorrer a perda embrionária (abortamento incompleto ou aborto retido), independentemente dos medicamentos administrados (o dactil, como antiespasmódico, é utilizado para aliviar a dor; a progesterona tem várias funções, agindo diretamente sobre o útero).

Um diagnóstico importante é o que procura pela síndrome de Down, através de estudo citogenético realizado durante a gravidez: biópsia de vilocorial (isto é, da placenta em início de formação), amniocentese (colheita de líquido amniótico por punção abdominal) e cordocentese (punção do cordão umbilical), que identifica os cromossomos embrionários, seu número e sua forma. É indicado em mulheres (ou cujos maridos) portadoras, elas mesmas, de anomalias cromossômicas ou que já tiveram criança com síndrome de Down. Indica-se também em mulheres cuja idade é considerada de alto risco para o aparecimento desta síndrome: acima dos 35 anos (ou 40 anos, segundo alguns autores).

Para a população de grávidas que não se enquadram nos critérios acima existe teste bioquímico triplo ou “Triteste”, que é realizado por alguns laboratórios e consiste na dosagem sangüínea materna de três substâncias: alfafetoproteína, estriol e gonadotrofina coriônica. Este teste é realizado entre 15 e 20 semanas de gestação e serve como rastreamento inicial. Ainda não é rotina na maioria dos pré-natais, talvez pelo custo relativamente elevado.

II - MIOMA UTERINO

Os miomas uterinos tendem a aumentar durante a gravidez, pois são estimulados pelos níveis elevados de hormônios deste período. Após a gravidez, tendem a regredir, embora possam jamais desaparecer por completo.

Não existe tratamento clínico, embora tentativas sejam feitas com determinados tipos de hormônio. O único tratamento é o cirúrgico, com retirada somente do mioma, quando possível, ou de todo o útero, quando necessário. Somente necessitam de cirurgia as mulheres com sintomas acentuados: hemorragias intensas e cólicas intratáveis. As demais podem conviver muitíssimo bem com seus miomas, até que sobrevenha a menopausa, quando os miomas tendem a “murchar”.

A ocorrência de mioma juntamente com a gravidez é comum (veja acima). Não se pode estabelecer com exatidão o risco. Não parece provável que mioma de 6, 7 ou até 10 cm, mesmo que intramural, possa determinar aborto retido. O mais provável é que a gravidez acabe evoluindo naturalmente, mesmo que apareçam cólicas.

O melhor intervalo entre duas gestações é de dois anos; após abortamento, desde que a mãe esteja em boas condições nutricionais, período mínimo de seis meses é indicado.

Dr. Irineu Wajntraub - Ginecologista e Obstetra - São Paulo - SP

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