Ácido fólico

Ácido fólico

Fonte de ácido fólico - Hortaliças, o fígado, os rins, os ovos.

Ação – Intervém na síntese dos ácidos aminados e dos ácidos nucleicos.

Sintomas de carência – Palidez, fadiga, perturbações digestivas, anemia, atraso no crescimento.

Necessidade acrescida em caso de - Gravidez, aleitamento, absorção de alguns medicamentos (anticonvulsivos).

Indicado em caso de – Anemia, nos últimos meses da gravidez, nas diarréias crônicas.

Riscos de toxicidade – Não provoca efeitos tóxicos.

Destruído por - A luz e algumas formas de cozedura.

O papel do Ácido Fólico no organismo

O ácido fólico é absorvido pela parte superior do intestino delgado graças a um mecanismo específico sobre o qual algumas substâncias (os barbitúricos, os anticonvulsivos e os contracptivos) e o álcool podem ter uma ação negativa.

Após ter sido absorvido, o ácido fólico é distribuído pelos diferentes tecidos do organismo e, principalmente, pelo fígado (onde pode em parte ser armazenado) e pelos glóbulos vermelhos. Como a vitamina B12, o ácido fólico é eliminado pela urina e pelos excrementos.

O ácido fólico participa, por vezes com a vitamina B12, numa série de reações que fazem parte do metabolismo dos ácidos aminados e dos ácidos nucleicos que são os componentes do sistema de armazenamento e da transmissão dos caracteres genéticos. Esta vitamina tem, portanto, uma grande importância nos processos de crescimento e de reprodução das células.

Sinais de carência de Ácido Fólico

Os sintomas mais visíveis e mais correntes da carência em ácido fólico são:

  • Palidez, fadiga, perturbações digestivas;
  • Uma anomalia dos ritmos cardíaco e respiratório;
  • Uma diminuição do crescimento;
  • A anemia macrocítica.

Inquéritos recentes nos países europeus demonstraram que grande número de pessoas sofria de uma insuficiência de ácido fólico. Visto que uma alimentação normal e equilibrada devia assegurar um contributo suficiente deste ácido, podemos explicar os casos de carência por:

  • Maus hábitos alimentares (ferver todos os alimentos consumidos ou só utilizar conservas);
  • Perturbações da absorsão e da utilização da vitamina.

A anemia motivada pela carência em ácido fólico parece-se muito com a anemia perniciosa (devida à carência em vitamina B12) só podendo ser distinguida através de análises.

Fontes alimentares

O ácido fólico está sobretudo presente nos legumes e, em particular, nos legumes de folhas (espinafres, couves, brócolis, etc). Encontra-se também no fígado e nas miudezas em geral, em menor quantidade na carne. O teor de ácido fólico do pão deve-se à levedura utilizada no seu fabrico.

Quantidades recomendadas

As necessidades mínimas de ácido fólico são cerca de 0,5 mg. Dado que a cozedura destrói uma boa parte dele e que a outra parte não é assimilável, a quantidade necessária recomendada é cerca de quatro vezes maior, o que corresponde à ingestão de 150 gramas de couve ou de espinafre ou de 200 gramas de aspargos ou de cenouras.

Certas situações estão numa origem de uma necessidade acrescida como:

  • A gravidez, o aleitamento;
  • A infância: as necessidades são maiores devido à rapidez do desenvolvimento dos tecidos;
  • O uso de medicamentos, que possam atuar como antagonistas do ácido fólico (com ação antimetabólica), os anticonvulsivos utilizados para epilepsia e os contraceptivos orais;
  • Um elevado consumo de álcool;
  • Fatores genéticos que interferem no metabolismo do ácido fólico;
  • Perturbações da absorção, como a diarréia crônica e a doença de Crohn;
  • Uma carência de utilização, como na cirrose hepática;
  • Uma carência em vitamina B12.

Indicações terapêuticas

O ácido fólico é aconselhável para todas as anemias megaloblásticas. Utiliza-se a título profilático:

  • Nos últimos meses de gravidez;
  • Nas infecções gastrointestinais crônicas, geralmente em associações com outras substâncias vitamínicas.

Não é tóxico.

Fonte: Livro Vitaminas e Sais Minerais

Artigos Relacionados: