Exercício facial realmente diminui rugas e a flacidez do rosto?

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À primeira vista, a ideia de exercitar o rosto até que parece coerente. Se exercícios para o corpo ajudam a manter a juventude por mais tempo, por que o mesmo não pode acontecer com o rosto? Segundo os defensores das caretas terapêuticas, a musculação faria o rosto ficar durinho. Com músculos firmes, rugas seriam preenchidas e a flacidez diminuiria. Além disso, os exercícios trariam benefícios extras, como a melhora da circulação sanguínea e da oxigenação da pele.

Teoria exposta, aí vai a pergunta: será que isso faz sentido?

Não. Na verdade, fazer careta na frente do espelho mais atrapalha que resolve o problema.

Para o envelhecimento do rosto, conta a soma de alguns fatores, como a piora da qualidade do colágeno e da elastina, fibras que sustentam e dão elasticidade à pele. Esta piora deixa a pele fina, flácida e menos elástica. Além disso, com o tempo, os ligamentos que sustentam nossa musculatura se afrouxam, acentuando a flacidez, e a camada de gordura que fica sob a pele do rosto diminui. Infelizmente, nada disso melhora com musculação. Pelo contrário: movimentos repetidos na pele pouco elástica causam rugas.

Esse é o caso das rugas de expressão que ficam entre as sobrancelhas ou na testa, que se agravam se a pessoa fizer movimentos repetidos. O mesmo acontece com os pés de galinha e as rugas que ficam ao redor dos lábios. Não por acaso um tratamento altamente eficiente para eliminar rugas é a toxina botulínica, que justamente relaxa os músculos da face para apagar rugas de expressão.

Por isso, nada de ficar fazendo caretas na frente do espelho. Poupe seu tempo e sua energia para tratamentos comprovadamente eficientes.

Por Lucia Mandel,Revista Veja