Quem vê cara

O colesterol é uma substância com aspecto amarelado de gordura, essencial ao bom funcionamento do corpo. Para se ter uma ideia, todas as nossas células precisam dele. “Nosso organismo é composto de trilhões de células e o colesterol integra as membranas de cada uma delas”, atesta o cardiologista Antonio Mendes Neto, presidente da regional de Santos da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). É essa gordura a responsável por tornar nossas microestruturas mais fluidas, permitindo o transporte de substâncias entre elas, de dentro para fora e vice-versa. O colesterol está envolvido, ainda, na produção de hormônios, na síntese de vitamina D e de ácidos biliares que ajudam na digestão, entre muitas outras funções.

Com tantas incumbências importantes, não é de estranhar que nosso organismo o produza em grandes quantidades. Hoje sabemos que apenas 30% do colesterol necessário ao organismo vêm da alimentação, sendo o restante fabricado pelo fígado. Isso explica por que é tão difícil dar palpite sobre as taxas de colesterol dos dois personagens do início da matéria sem incorrer em erro. A herança genética, que influi sobre a produção maior ou menor de gordura no fígado, poderia explicar por que um sujeito magro e cuidadoso apresenta taxas altíssimas, enquanto um obeso sedentário passa ileso por um exame de sangue específico.

Por isso, é quase impossível estabelecer parâmetros para um grupo de risco. “Atualmente, não usamos mais as classificações ligadas a sexo ou faixa etária. Estimamos o risco para cada indivíduo de acordo com o seu quadro clínico e a predisposição familiar”, complementa Mendes Neto. Uma pessoa cujos parentes de primeiro grau apresentem problemas cardiovasculares ou taxas de colesterol alto muito precocemente, deverá tomar cuidado dobrado.

Gorduras:cuidado com elas!

Influenciando de maneira importante as taxas de colesterol, elas possibilitam tanto a disparada desses índices quanto seu controle. Tudo depende do tipo de gordura que consumimos e da quantidade de nutrientes desse grupo que incorporamos à dieta diária. Saiba mais:

– A gordura ruim é a que se apresenta em estado sólido à temperatura ambiente e é conhecida como saturada. Ela pode estar visível nos alimentos ou, então, se esconder no meio de suas fibras. Esse tipo de gordura estimula o fígado a produzir ainda mais colesterol, além de dificultar sua remoção.

– A gordura trans é, de todas elas, a mais perigosa. Assim como a saturada, contribui para aumentar os níveis de colesterol ruim e diminuir as taxas de colesterol bom.

– Já a gordura insaturada (poli ou mono) é a menos perigosa. Encontrada normalmente em estado líquido à temperatura ambiente, ela se movimenta mais facilmente no corpo, o que não acontece com as outras duas, que acabam se enroscando na parede das artérias. Mas atenção: quando exposta ao calor por tempo prolongado, a gordura insaturada pode ser convertida em saturada. É que o calor modifica suas estruturas, dando-lhes uma nova configuração. Isso acontece, por exemplo, com o azeite de oliva. Então, o melhor é adicioná-lo às preparações apenas na hora de servir.

Fonte:http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/80/artigo157636-2.asp

Mantenha o colesterol sobre controle-parte 2
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