Independentemente de apresentar um histórico familiar favorável ou não, os médicos indicam que todo adulto passe por um check-up a cada cinco anos. Mesmo as crianças, a partir dos 10 anos, devem se submeter ao teste, nem que seja pelo método mais simples, em que se dá uma leve picada no indicador com a agulha. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Quando a criança tem antecedentes familiares, o teste pode ser feito logo após os 2 anos”, diz Raul D. Santos. Nos maiores, a detecção do problema é feita por meio de um exame de sangue simples, chamado de perfil lipoproteico, capaz de medir o colesterol total e suas frações. Isso porque, para uma análise correta, importam, além do colesterol total, os índices de LDL (colesterol ruim), de HDL (bom) e ainda de triglicérides. Em geral, adultos saudáveis devem apresentar colesterol total até 200 mg/dl, LDL menor que 130, HDL acima de 40 para homens, 50 para mulheres e triglicérides até 150. Mas a medida exata para a sua saúde, somente um médico será capaz de lhe dar.

– Alimentos industrializados podem ser ricos em gordura trans, principalmente os de sabor doce: tortas e bolos, biscoitos e achocolatados. Então, evite-os.

No almoço e jantar, todo cuidado é pouco com as carnes vermelhas. “Muitos pensam que um bife de filé-mignon grelhado, aparentemente magro e sequinho, oferece poucos riscos, só porque não tem a borda de gordura tão evidentede uma fatia de picanha. Eis aí um grande engano, pois o bife é macio justamente por causa do seu teor de gordura, quase tão alto quanto o encontrado no contra filé ou na maminha”, esclarece Ellen Paiva. Entre as carnes vermelhas mais magras estão lagarto, alcatra, patinho, coxão duro e músculo.

Também não dá para exagerar na carne branca, que é um pouco menos gordurosa. “Há que se tomar cuidado com os pedaços escolhidos. A gordura e o colesterol da asa e dos pés do frango, por exemplo, superam a de muitos tipos de carne vermelha”, adverte a endocrinologista.

Além do teor de gordura das carnes, é fundamental estar atento à sua forma de preparo. Carnes com qualquer tipo de molho são mais ricas em gordura, como é o caso do estrogonofe ou do filé ao molho madeira. “Vale lembrar que chapa não é grelha e qualquer carne preparada na chapa é considerada fritura, pois utiliza gorduras, muitas vezes sob a forma de gordura hidrogenada ou manteiga”, diz Ellen.

Por outro lado, é necessário desmistificar a ideia de que a carne de porco é sempre muito gordurosa. “O lombo de porco tem um teor de gordura considerado pequeno, quando comparado à picanha, à maminha, ao contrafilé e até ao filé-mignon”, explica a médica.

As massas também são fontes importantes de gordura, principalmente nos recheios e nos molhos. Ao consumir, a dica é optar pelo molho de tomate fresco. “O tomate é rico em licopeno, um potente antioxidante que ajuda no combate às placas de gordura”, explica a nutricionista Daniela Jobst.

Melhor substituí-las pela famosa dupla arroz e feijão, que pode ser bem magra – quando refogada apenas com alho, cebola e pouco ou nenhum óleo de soja.

Consuma peixes de duas a três vezes por semana, privilegiando as espécies gordas – como atum, anchova e salmão. Todos eles são excelentes fontes de ômega 3, que protege o coração.

Substitua o arroz branco pelo arroz integral. Este último possui mais fibras, que ajudam a diminuir a absorção do colesterol e ainda atuam na melhora do funcionamento intestinal.

Todos os tipos de farofa são extremamente gordurosos, pois independentemente da associação dos vários tipos de alimentos como cebola, ovo, uvas-passas, bacon, linguiça e banana frita, a farofa nada mais é do que uma farinha frita.

Frituras, como já sabemos, são um perigo e tanto, ainda que os alimentos tenham aparência de sequinhos quando prontos. Na verdade, quanto mais crocantes, pior. Lembre-se: a textura irresistível desses pratos é conseguida graças à adição de gordura hidrogenada (trans) tanto nas frituras quanto nos pratos assados.

As sobremesas mais saborosas também são pratos muito gordurosos, em geral, feitos com óleo ou manteiga. “Além disso, a gordura somada ao açúcar rende pratos altamente calóricos”, afirma a médica Ellen Paiva. Melhor do que fazer uma opção que oferece tantos riscos à saúde é escolher uma boa fruta depois das refeições principais. “Além de menos calóricas, elas possuem mais fibras”, completa a nutricionista Daniela Jobst.

Substitua o chocolate ao leite pelo de soja ou o amargo. “Além de ter menos colesterol, o amargo é rico em cacau, que é um ótimo antioxidante”, diz Daniela.

Fonte:http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/80/artigo157636-5.asp

Mantenha o colesterol sobre controle-parte 4
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