Saúde Sexual – O papel do terapeuta sexual

A atividade sexual se faz presente desde a vida intra-uterina através de projeções, idealizações e expectativas dos pais.

Após o nascimento moldes sociais rígidos induzem e favorecem comportamentos de machos e fêmeas levando os indivíduos a representar papeis impostos pela sociedade independente de como possam a vir se posicionar um dia.

A saúde sexual influi fortemente em vários setores da vida humana, e na auto estima , constituindo-se desta maneira em importante parâmetro de avaliação da saúde física e mental.

Alguns problemas sexuais, tais como insegurança quanto ao papel sexual desempenhado, e dificuldades em usufruir uma vida afetiva feliz nos relacionamentos podem estar relacionados a neuroses provocadas pela não resolução da fase edípica ou por castração de sentimentos de gênero pela não possibilidade de uma sexualidade livre de preconceitos.

As disfunções orgânicas costumam ser mais facilmente diagnosticadas pelo médico terapeuta sexual, através de exames laboratoriais e radiológicos facilitando e abreviando o diagnostico e o tratamento.

Dor provocada pelas relações sexuais (dispareunia) geralmente tem causa orgânica e podem ser mais bem esclarecidas, por exames de ultra-sonografia ou de ressonância magnética revelando muitas vezes cistos ovarianos, endometrioses, miomas ou até mesmo inflamação das trompas.

Até mesmo um simples exame preventivo de rotina pode revelar feridas sangrantes no colo uterino que impossibilitam o coito, impedem gravidez e afastam o casal do convívio harmonioso.

Problemas emocionais devido a traumas de infância ou baixa auto estima podem afastar o indivíduo do convívio social pelas mensagens negativas aprendidas.

O não enfrentamento destas questões produz uma retração do impulso sexual, depressão e até psicopatias graves. Estes casos necessitam de um cuidado psicoterápico maior para só depois com a resolução destas angustia a terapia sexual possa ser trabalhada.

Para os casais com inadequação sexual, ocorrendo à cooperação de ambas as partes, o tratamento evolui de forma mais suave e harmônica pela aceitação dos exercícios eróticos que estimulam a pratica do erotismo e da fantasia, aumentando o repertorio sexual.

Na ausência de um dos pares o terapeuta pode trabalhar o crescimento e a valorização do cliente aumentando sua auto-estima pela valorização de suas qualidades individuais

A conduta sexual não é um fato isolado do leque de comportamento do indivíduo, mas um importante referencial que sinaliza o equilíbrio emocional e o reflexo deste comportamento na conduta com seu par.

Problemas sexuais não são quadros padronizados, todos os clientes devem ser avaliados de maneira individual para que o tratamento pelas técnicas comportamentais possa ser feito no tempo certo. Desta forma, as técnicas aplicadas em terapia sexual são apenas instrumentos que devem obedecer a uma regência do terapeuta de uma forma afinada.

Amaury Mendes Júnior.
www.amaurysexologo.med.br

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