Vitamina PP – Niacina

Vitamina PP – Niacina

Fonte de vitamina PP – Niacina – O peixe, a levedura, os cereais integrais.
Ação - Age sobre o metabolismo dos açúcares, das gorduras e das proteínas.
Sintomas de carência - Problemas da digestão, diarréias, dermatites, sintomas neurológicos.
Necessidade acrescida em caso de - Arteriosclerose, estados depressivos, consumo de álcool.
Indicada em caso de – Esquizofrenia, diarreia importante, colite e enterocolite, hipercolesterolemia.
Riscos de toxicidade - Não tem efeitos indesejáveis, salvo em caso de absorção de doses excessivas que provocam vômitos e dores de cabeça.
Destruída por - Algumas formas de cozedura.
O termo genérico de vitamina PP ou niacina engloba: o ácido nicotínico, a nicotinamida e outros compostos que têm a mesma atividade tamínica.
O papel da vitamina PP (Niacina) no organismo
A vitamina PP é assimilada rapidamente ao longo do intestino, é eliminada através da urina. É a única vitamina hidrossolúvel que o homem é capaz de sintetizar. Graças a numerosas reações intermediárias, o organismo pode elaborá-la a partir do triptofano, que é um ácido aminado presenta nas proteínas da nossa alimentação. É fabricada – sempre a partir do triptofano – em quantidade limitada pelas bactérias intestinais.
Outras vitaminas tais como a B6 e a B2 intervêm na transformação do triptofano em niacina. Este último exemplo ilustra as reações complexas existentes entre os diferentes nutrientes presentes na nossa alimentação e explica as razões pelas quais uma alimentação desequilibrada pode comprometer o funcionamento do organismo.
A vitamina PP é um constituinte de diversos sistemas coenzimáticos que intervêm no metabolismo dos açúcares, das gorduras e dos ácidos aminados, assim como em numerosos outros processos. Não existem no nosso organismo verdadeiros depósitos de vitamina PP, mas parece que se concentra sobretudo no fígado e nos músculos.

Sinais de carência de vitamina PP – Niacina

A carência em vitamina PP é a causa da pelagra. É uma doença que já não está muito espalhada nos nossos dias mas que, outrora, era muito frequente nas populações desfavorecidas em que a alimentação era insuficiente e pobre em vitamina PP e em triptofano. Aparecia, por exemplo, nas regiões onde a alimentação era à base de milho. Nos nossos dias, os fatores de origem de uma carência em vitamina PP são:
Uma dieta inadequada;
Uma má absoeção da vitamina PP devido a problemas a nível intestinal, a disfunções orgânicas ou a condições inflamatórias (gastroenterite, estomatite, faringite, esofagite, etc);
Uma má síntese devida a uma insuficiência de triptofano ou a uma destruição intestinal, na consequência de, por exemplo, altas doses de quimioterapias e uma absorção maciça  de antibióticos;
Uma utilização insuficiente a nível celular devida a problemas do metabolismo;
Uma necessidade acrescida de vitamina, determinada por uma situação fisiológica particular (gravidez, aleitamento, infância), por uma situação patológica (febre, lesões dos tecidos, tumores); ou por um forte consumo de álcool;
um aumento de excreções após a utilização de contraceptivos orais ou devido a condições patológicas (doenças renais, leucemias, tuberculose).
Os primeiros sintomas de carência são, neste caso também, muito genéricos e não específicos: falta de apetite, fraqueza, problemas de digestão. O quadro clínico agrava-se com a aparição de:
Dermatites
Diarréias
Sintomas neurológicos (demência)
Os sintomas cutâneos são a manifestação mais caracteística da doença. Aparecem manchas no pescoço, no rosto, nas mãos, nos braços e nas pernas, ou seja, em todas as partes do corpo expostos à luz.

Encontramos também:

Lesões nas comissuras dos lábios;
Lesões na língua (glossite);
Gretas nos lábios (quelites).
Os sintomas neurológicos aparecem ao longo da progressão da patologia.

Fontes alimentares

Os principais alimentos que contêm a vitamina PP são a levedura, as miudezas, a carne e alguns produtos de charcutaria. Nalguns alimentos, a vitamina PP está ligada a outros compostos sob a forma não utilizável pelo nosso organismo: a niacitina, por exemplo. Encontramos estas formas principalmente nos cereais – em particular no milho – e, como já dissemos, a pelagra é uma doença que atinge principalmente os habitantes das regiões onde este cereal está na base da alimentação.
A vitamina PP é estável ao calor, à luz e ao ar. Mas uma certa quantidade de vitamina, por ser extremamente solúvel, é desturída pela cozedura dos alimentos em água.


Quantidades recomendadas

As necessidades em vitamina PP são à volta de 6,6 mg por 1000Kcal, por dia; se considerarmos uma entrada calórica média de 2900 Kcal para um homem e de 2150 Kcal para uma mulher que tenham um atividade normal: isto equivale a 19 mg para um homem e 14 mg para uma mulher.

Não esqueçamos o papel do triptofano, papel esse que se torna particularmente importante no caso de um contributo alimentar insuficiente em vitamina PP. Visto que o organismo humano sintetiza 1 mg de vitamina PP a partir de 60 mg de triptofano, podemos considerar que, em consumindo 100 gramas de carne de vitela contendo cerca de 230 mg de triptofano, o organismo poderia sintetizar quase 4 mg de vitamina PP. É a razão pela qual se indica vulgarmente o teor em vitamina PP dos alimentos em “equivalente-niacina”. Fazemos alusão ao papel desempenhado pelo triptofano na síntese vitamínica (um equivalente-niacina corresponde então a 1 mg de vitamina ou a 60 mg de triptofano).

Lembramos alguns fatores que podem influenciar as necessidades:

Algumas doenças: arteriosclerose, esquizofrenia, hipercolesterolemia, depressão;
Alcoolismo;
Consumo de tabaco
Fatores genéticos.

Indicações terapêuticas

A vitamina PP é utilizada como medicamento. É essencialmente indicada em todas as formas clínicas da pelagra. Prescreve-se igualmente no caso de problemas digestivos, colites, entrecolites ou diarréias importantes. Empregamo-la como vasodilatador a fim de corrigir as variações de pressão sanguínea. Quantidades apropriadas de vitamina PP fazem aumentar a produção do suco gástrico e o trânsito gastro-intestinal. Podemos igualmente utilizá-la nalgumas manifestações psíquicas e na esquizofrenia, mesmo se o seu emprego nem sempre seja coroado de êxito.
Parece igualmente ter um certo efeito sobre a diminuição das taxas de colesterol e de triglicerídeos do sangue. Quando é utilizada em doses elevadas para o tratamento de esquizofrenia, das hipercolesterolemias e de etilismo, pode provocar efeitos secundários: vasodilatação, náuseas, vômitos, dores de cabeça e algumas vezes lesões cutâneas. O seu emprego não comporta riscos elevados, salvo se forem administradas fortes doses durante longos períodos.

Alimentos que possuem vitamina PP:

Levedura de cerveja, fígado de vitela, bezerro, vaca, atum em azeite, paio, coração de vitela, bezerro, vaca, presunto, carne de vitela, frango, borrego, doirada, fiambre, peru, salmonete, lentilhas, massas, ovos, pão, arroz, batatas, ervilhas de conserva, brócoli, alface.
Fonte: Livro Vitaminas e Sais Minerais